quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MEIO-AMBIENTE

O mundo em vigília

Nos próximos dias 11 e 12 de dezembro haverá mais uma manifestação de apoio à causa ambiental no mundo. A campanha 350 chama todas as pessoas a engajarem suas comunidades para uma mostra de consciência durante os dias da Conferência das Nações Unidas em Copenhague para discutir as mudanças climáticas (COP-15).

A manifestação consistirá numa vigília pelo planeta, em que as pessoas deverão acender velas para marcar a vontade da população mundial pelas novas políticas sustentáveis.

A julgar pela extensa participação de pessoas do mundo todo no Dia Internacional de Ação Climática, esse novo evento promete ocorrer em igual ou maior intensidade.

Para saber mais sobre esse novo apontamento da campanha, visite o site www.350.org ou clique aqui.

Por Maricy Ferrazzo

Fonte e imagem: 350.org

Join me at <a href=

terça-feira, 3 de novembro de 2009

MEIO-AMBIENTE


Contagem regressiva para Copenhague


A WWF está pedindo a participação popular para a busca de mais comprometimentos ambientais por parte do Brasil e também dos outros países, especialmente agora que se aproxima a Conferência Climática de Copenhague.

Acesse para ajudar: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?22501/Acordo-climtico-em-risco-Lula--hora-de-agir



Para saber mais:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u646793.shtml

http://www.wwf.org.br/informacoes/?22640/O-acordo-de-clima-em-Copenhague-no--apenas-possvel---absolutamente-necessrio


Que marcas você quer deixar no planeta? Calcule sua Pegada Ecológica.

Por Maricy Ferrazzo

Imagem: globalwarming.com


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

COMPORTAMENTO


Vida só se for ao vivo

O vídeo dos adolescentes fazendo sexo que se espalhou pela Internet chocou muita gente no país. Logo, o assunto tornou-se pauta nos lares, nas escolas e, é claro, nos programas de televisão. Pais, mestres e apresentadores se perguntam o que se passa na mentalidade desses jovens para agirem de tal forma.
É necessário partir do pressuposto de que o estranho nesse caso não é o sexo, embora precoce – mas sim a vontade de exibi-lo publicamente, já em tão tenra idade. Seria uma atitude para desafiar a sociedade? Mostrar-se independente? Rebelar-se contra os pais ou a escola? Possivelmente. Contudo, existe a possibilidade, senão certeza, do papel de um outro fator nessa discussão. A questão dos modelos.

Não é necessário ser um psicólogo para comentar a adolescência, basta ter passado por ela. Não é uma época em que estamos sempre nos perguntando se somos iguais, se o que somos ou temos é normal? Não é uma época de um tumultuado autoconhecimento, constantes comparações e busca por parâmetros?
Para as gerações anteriores a adolescência sempre foi complicada, o que dirá atualmente com as redes sociais online, o Google e o You Tube! Para os adultos essa profusão de informações – boas e ruins – já é um desafio constante. Quantas vezes não usamos de nossos valores para filtrar esses conteúdos, sendo que sem esses valores estaríamos irremediavelmente expostos a toda espécie de teores prejudiciais.

O adolescente, então, diante do convívio não apenas com os pais, professores e amigos, mas com todo aquele infinito de ideias e conceitos incessantemente transmitidos pela TV e Internet , acaba passível de se perder nesse caleidoscópio de paradoxos.

O que é estranho é a sociedade não perceber de imediato onde esses jovens estão buscando os modelos que os fazem acreditar que exibir relações sexuais em público é normal. Fica até um tanto óbvio.

Há alguns anos os programas tipo reality shows se tornaram febre. Existem vários, com temas e objetivos diferentes, mas a base do entretenimento prometido com eles é sempre a mesma: a exposição. E nem todos contam com participantes maiores de idade, há os reality shows que acompanham famílias em seu cotidiano, mostram as dificuldades de pais despreparados com os filhos, nem os animais de estimação escapam.

Recentemente o mundo todo acompanhou o caso dos pais que forjaram um acidente com o filho num balão para ganhar a atenção da mídia, expondo a criança e colocando-a em segundo plano em comparação a sua vontade de serem ‘famosos’. Parece claro que a espetacularização da vida é uma triste tendência.

No caso dos adolescentes do vídeo, como repreendê-los se grande parte dos brasileiros se dedicam a assistir os tais reality shows em que participantes fazem a mesma coisa em frente às câmeras? E como podem os porta-vozes da TV se chocarem tão profundamente com o fato se eles mesmos tornam o “show da vida” um modelo aceitável, o divulgando e enaltecendo? Aquele indivíduo ainda formando seu caráter se depara com a maneira como essas exibições são naturalmente aceitas entre as pessoas de seu convívio e aprende que tudo isso é simplesmente normal. A relação com a mídia, desde o seu início, sempre foi cíclica.

Cria-se uma sociedade em que a exposição pública figura como um sinal de autenticidade, ou seja, acontecimentos só o são se tiverem público, esvaziando-se, dessa forma, o valor da privacidade. Como o sociólogo Zygmunt Bauman analisou, a exposição do privado, na sociedade atual, passou a ser vista como uma virtude, até mesmo um dever público. E essas projeções da vida privada se tornam produtos: aumentam os acessos do site, o ibope da TV e a venda dos jornais. Logo, é uma opção de cada pessoa querer ou não se tornar uma imagem – descartável - para consumo.
Por Maricy Ferrazzo
Fontes:
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Jorge Zahar, 2001.
Imagem: eikongraphia.com

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Passavam na TV

Interessante também observar como a indústria do cigarro costumava anunciar nos primeiros anos de transmissão televisiva. Seguem alguns links interessantes desses vídeos.

Dança dos cigarros/ Lucky Strike (1948) – praticamente uma hipnose http://www.youtube.com/watch?v=psN9uRe5l1o

Nem o Fred Flinston escapou/ Winston ( - )
http://www.youtube.com/watch?v=mZvHiiWFbBU

Cigarros fazem bem!/ Camels – ( - ) e quem diz é um médico!
http://www.youtube.com/watch?v=WI25DmCoWvI

Papo de mulher/ Camels – (1950) Cantora de ópera Marguerite Piazza diz que fumar faz bem para sua voz
http://www.youtube.com/watch?v=ESUPRjUfqUw&feature=related

Mas as propagandas de cigarro não ficaram num passado distante. O vídeo seguinte reúne algumas cenas do cinema que mostram pessoas fumando:
http://www.youtube.com/watch?v=RrOCJ6Ygt14



Por Maricy Ferrazzo


Imagem e vídeos: youtube.com

HISTÓRIA E PROPAGANDA

O passado obscuro das propagandas de cigarro

Quem já não foi ou é influenciado por uma propaganda na hora de escolher um produto em vez de outro? De forma a usar uma marca de valor mais alto ao invés de optar por uma mais barata? Muitas vezes, quando assistimos a um comercial de carro pela TV somos capazes de nos teletransportar, mentalmente, para dentro do veículo e viver todas as aventuras que o comercial promete, incluindo até mesmo a ‘bela’ companhia que anunciam junto. Mas, então, acordamos e percebemos que o orçamento doméstico não é compatível com o preço do carro e, mais importante: que ele não é garantia das felicidades que prometeu.

De qualquer forma, hoje, é preciso muita persuasão para seduzir o consumidor. Ele se tornou mais exigente e tem como obter informações sobre um artigo antes de adquiri-lo. O que não acontecia há algumas décadas atrás, quando era muito mais fácil ludibriar o consumidor. A indústria de cigarros foi um bom modelo de enganação. Se atualmente existem fumantes conscientes do mal que o vício provoca, antes eles não tinham idéia dos malefícios do fumo e, influenciados por uma bem ‘arquitetada’ campanha publicitária, tornaram-se dependentes químicos.

Indústria forte – A indústria do fumo se propagou na Europa e nas Américas, a partir da Primeira Guerra Mundial, com a distribuição de cigarros aos soldados nas trincheiras. O que antes era costume de poucos, o comércio para as massas, as alterações sociais do novo sistema econômico e a influência dos anúncios publicitários tornaram hábito de muitos. Os apelos psicológicos nas propagandas forneceram condições suficientemente favoráveis para alastrar o fumo pelos cinco continentes.

Em 1900, só nos Estados Unidos, o consumo anual era de cerca de dois bilhões de cigarros; em 1930 eram 200 bilhões, de acordo com o livro “O Cigarro”, de Mário César Carvalho (Publifolha). Em 1945, os executivos da indústria do tabaco já tinham comprovações científicas sobre os males do cigarro e esconderam do público. Os fabricantes demoraram um bom tempo para admitir que o hábito de fumar causa câncer e doenças cardiovasculares, tarde demais para milhares de usuários, que já haviam morrido devido à nicotina e outros componentes, e para tantos outros que mesmo com tal informação não conseguiam mais largar o vício, ou que até mesmo não acreditavam nos avisos. Como disse o filósofo Edgar Morin, “uma convicção bem arraigada destrói a informação que a desmente”.

O planejamento para ocultar qualquer indício sobre os efeitos nocivos do fumo envolveu a complacência de médicos, com depoimentos que incentivavam a ‘tragada’ para evitar dentes amarelos, melhorar a saúde ou mascarar a sensação de irritação na garganta. Na propaganda da ‘Camels’ os médicos são protetores da saúde 24 horas por dia. “Uma horinha de sono, um cigarro e ele está pronto para o trabalho”, ressalta o cartaz. As necessidades eram artificialmente estimuladas, sobretudo ressaltando somente um ‘suposto lado positivo’ do produto.

No início do século XX, predominavam propagandas para um consumo alienado, muitas vezes voltadas para o trabalhador, prometendo quebrar a rotina da jornada diária, prometendo satisfação numa maior parte de sua vida, diante da obrigação de fazer tarefas desinteressantes.

Por volta de 1920, a indústria resolveu dobrar o número de consumidores. Como? Os publicitários precisavam levar as mulheres a adquirirem o hábito, sem denegrir a imagem delas, já que na época não era comum o hábito de fumar entre o sexo feminino. Para o autor Jesús Martín-Barbero, em ensaio do livro “Sujeito, o lado oculto do receptor” – os publicitários sabem que ‘para atingir realmente a sensibilidade das pessoas, devem-se pôr em movimento outras dimensões da vida, do imaginário, outras representações do social, do cultural, do prestígio, do poder, da beleza, da juventude’.

A maioria das propagandas era protagonizada por artistas de Hollywood, envolvendo, assim, símbolos de modernidade e glamour. O editor de Economia do Le Monde, Yves Mamou, em ‘Ensaio sobre a fabricação da informação’ (1991), escreveu que “a Philip Morris não é apenas um dos maiores anunciantes publicitários do planeta com o Marlboro, mas é também o mecenas de uma grande quantidade de artistas dos Estados Unidos e da Europa”. O ator Sylvester Stallone declarou, recentemente, que recebeu US$ 500 mil para fumar em filmes. No entanto, pior que apelar para o espírito natalino ou a Ronald Reagan, era usar fotos de bebês , explorando, assim, sem nenhum pudor, a inocência da criança.

Segundo a OMS cerca de 1,2 bilhões de pessoas são fumantes em todo o mundo e estimativas da organização calculam que 10 milhões sofrem de câncer do pulmão. O saldo que a industria tabaqueira internacional deixou irá perdurar por muito tempo, interferindo diretamente na saúde da população que fuma e que está exposta a fumaça.

Por Joelma Godoy de Mello

Fontes: http://www.propmark.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=53852&sid=6&tpl=printerview
http://www.drauziovarella.com.br/artigos/cigarro_historia.asp
http://www.drauziovarella.com.br/artigos/cigarro_propaganda.asp

Fotos: http://hypescience.com/10-inacreditaveis-anuncios-propagandas-cigarros


terça-feira, 20 de outubro de 2009

EXPOSIÇÃO

Como o cigarro enganou a todos

Em tempo, o Intercontextos sugere a exposição “Propagandas de Cigarro – como a Indústria do Fumo Enganou Você” em mostra na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. São cerca de 60 cartazes com propagandas de cigarro que utilizaram desde a imagem do Papai Noel até um inocente bebê para convencer as pessoas de que fumar não é um problema e, pasme, "pode até fazer bem"! A visão de frases como “Camels – nenhum caso de irritação de garganta” e “Lucky – para ter um corpo esbelto” já deixam bem clara a escolha do título da exposição. Muito interessante para todos, mas essencial para quem ainda fuma!

Livraria Cultura
Avenida Paulista, 2073 – das 9h às 22h, de segunda a sábado. Até 26/10 (gratuito)
Por Maricy Ferrazzo

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

RIO

Prioridades em ordem inversa

As expectativas para os dois próximos eventos esportivos na cidade do Rio de Janeiro não poderiam ter sofrido pior boicote após as últimas notícias sobre a conflagração do conflito entre a polícia militar e o crime organizado na região norte da cidade. Após circularem notícias pelo mundo sobre a conquista de credibilidade do Brasil a ponto de conseguir a vaga de sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas, imagens do chocante embate substituíram os espaços das páginas de jornal e sites onde, até então, notícias sobre o país vinham aparecendo positivamente.

A glória de conquistar a confiança internacional e receber expoentes esportivos e suas comitivas do mundo todo não pode coexistir com problemas tão sérios como a violência gerada a partir de um problema estrutural tão arraigado como o que existe no Rio de Janeiro. O terrível ciclo do tráfico de drogas (traficantes – violência – polícia – violência – consumidores de drogas – violência) e seus resultados: cada vez mais mortes - em número até maior do que o necessário em outros países para se admitir uma guerra civil.

Após a divulgação de imagens típicas de cenas de guerra, a Secretaria Nacional de Segurança Pública prometeu liberar uma verba de R$ 100 milhões para adquirir outro helicóptero no lugar do que foi derrubado pelos criminosos e reforçar a segurança.

Certamente o Brasil está numa situação delicada, a de arcar com a responsabilidade que assumiu ao se candidatar para os eventos internacionais no que diz respeito à segurança. Num ambiente cada vez mais violento, em que nem a própria polícia consegue ter controle sobre as ações do crime organizado, como receber centenas de atletas e milhares de turistas?

Contudo, ainda mais importante, como se pode voltar investimentos para recepcionar os eventos esportivos no Rio quando há tantas necessidades e deficiências ameaçando a sobrevivência de sua própria população? Enfim, que festa será essa?


Por Maricy Ferrazzo
Imagem: reuters.com