sexta-feira, 8 de abril de 2011
CHACINA NO RIO
JAPÃO
Por Joelma Godoy de Mello
Para saber os níveis de radiação na região do Japão: RDTN.org
Informações sobre brasileiros no Japão: comunidade@brasemb.org.jp Fontes: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,prefeito-de-angra-diz-que-cidade-nao-esta-preparada-para-um-vazamento-nuclear,699865,0.htm
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/887879-conheca-os-acidentes-em-usinas-nucleares-desde-1979.shtml http://www1.folha.uol.com.br/mundo/897413-comissao-europeia-avalia-que-usinas-nucleares-devem-fechar.shtml http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/04/deter-vazamento-radioativo-vai-durar-meses-diz-governo-do-japao.html http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2011/03/mapa-colaborativo-indica-niveis-de-radiacao-por-todo-o-japao.htmldomingo, 16 de janeiro de 2011
ENCHENTES 2011
Podia ter sido evitada a tragédia que abateu a região serrana do Rio, tivessem as autoridades refletido um pouco mais sobre a série de deslizamentos e enchentes do início do ano passado. Quantas outras desgraças ocasionadas por fenômenos naturais serão necessárias para fazer compreenderem aqueles que são responsáveis pela segurança pública que não se pode mais arriscar vidas deixando áreas de risco sem alerta e ações mais objetivas?
As alterações climáticas inauguraram períodos de chuvas intensas, a temperatura mais alta trouxe os temporais intermitentes, com grande precipitação. É possível permanecer aquém dessa nova realidade? Sim, é o que nos diz o número de mortos.
Mesmo com toda a cobertura jornalística das tragédias de dezembro de 2009/ janeiro de 2010, houve quem ainda permanecesse em locais de risco neste verão. Culpa da população? Talvez, em parte, sim, mas os verdadeiros culpados são aqueles que trabalham no setor público, que não providenciaram medidas preventivas. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o Estado do Rio de Janeiro havia encomendado um estudo sobre as áreas de risco, que ficou pronto e apontou a necessidade da retirada da população. Faltou “apenas” a retirada dos moradores, foi o que o Secretário do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse. Exatamente o crucial não foi feito. Seria isso uma demonstração da inércia de um país doente com a burocratização, satisfeito apenas com o ‘andamento da papelada’?
Agora, o Brasil emergente, que sediará a Copa e as Olimpíadas, com grandes investimentos em infraestrutura (pagos pela população), figura em muitas manchetes pelo mundo como o lugar onde se morre às centenas por causa das chuvas de verão, onde as autoridades públicas são surpreendidas (todos os anos) pelas tempestades.
Será que daqui a um ano ainda seremos “pegos de surpresa”?
Por Maricy Ferrazzo
Fontes:
CNN - http://ireport.cnn.com/docs/DOC-541183?ref=feeds%2Foncnn
Folha Online
Intercontextos - http://intercontextos.blogspot.com/2010/01/enchentes.html
Imagem: montrealgazette.com
Como ajudar? – Veja na Folha como enviar auxílio às vítimas.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
ECONOMIA
É, assim, interessante que as estimativas dos economistas tenham atingido agora, num momento de transição política, proporções mais alarmantes. Habitualmente, cenários menos otimistas da economia nacional costumam gerar contra-argumentos por parte dos setores econômicos do governo, porém, no presente momento, a inflação alta permanece ponto pacífico. A partir daí, seria errado considerar que o adiamento dessa constatação tenha sido deliberado?
Poderá ser instrutivo observar atentamente o que se desenvolverá com a política econômica do novo governo, especialmente se logo mais houver uma melhora na situação inflacionária, uma mudança certamente geradora de pontos positivos ao início da administração da presidente Dilma Roussef.
Seria, então, a política monetária do país um campo extremamente sensível à vontade do poder político? Ou pior, estaria ela à disposição das necessidades da política eleitoral? Mesmo diante de uma possibilidade decepcionante e antidemocrática, creio que a resposta seja ‘sim’.
Por Maricy Ferrazzo
Fontes: Exame, O Globo, Veja, Estadão, G1, Jornal do Comércio, Bloomberg, Economic Times, Financial Times, Telegraph.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Combate ao tráfico
A atuação da Polícia Militar, Civil e Federal com a ajuda das Forças Armadas nas favelas do Rio surgiu como uma surpreendente ação no longo e falho combate contra o tráfico de drogas. Certamente a vinda ao Rio de Janeiro dos dois grandes eventos esportivos internacionais como a Copa e as Olimpíadas deve ter influenciado tal iniciativa, o que não deixa de ser um fato vergonhoso, pois há muito a manutenção da segurança pública deveria ter sido motivo suficiente para isso.
De qualquer forma, a presença das autoridades nos Morros do Rio finalmente expõe uma população ávida por mudanças, oprimida pela lei do silêncio e governada pelos imperativos do crime. Agora isso pode mudar. Há uma chance de aquelas pessoas poderem viver como cidadãs sem, com isso, terem de colocar a vida em risco. Basta saber, obviamente, se essa condição de liberdade irá perdurar.
Uma das principais perguntas a se fazer é se os soldados das Forças Armadas continuarão nos locais por tempo suficiente, a ponto de impedir a retomada dos traficantes. Contudo, a quantificação desse tempo é muito subjetiva, quantos dias de vigilância serão necessários para acabar de vez com o domínio do crime nos morros da cidade do Rio de Janeiro?
Infelizmente, para responder essa pergunta, apenas outra pergunta: como acabar com o tráfico de drogas eliminando apenas uma parte do negócio? Como extinguir a venda de drogas ilícitas quando, morro abaixo, existem inúmeros consumidores? São esses que patrocinaram as metralhadoras, os veículos, as mortes.
Parece, assim, incompleta a luta contra o tráfico de entorpecentes. Fica uma sensação de que algo ainda está errado, incompleto. Enquanto houver quem queira comprar, haverá sempre quem queira vender. De que adiantará prender os traficantes e os seus cúmplices nessa situação? Outros se aproveitarão da existência da procura pelas drogas, e se transformarão nos sucessores desse tipo de crime.
Assim, parece correto dizer que a presença dos policiais e soldados não deve se limitar apenas ao mundo dos menos favorecidos nas reentrâncias complexas das favelas sobre os morros, mas também deve migrar para as ruas arborizadas e elegantes da cidade, onde muitos contribuem para endossar essa aviltante prática, algoz da organização social e segurança pública.
Por Maricy Ferrazzo
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
ELEIÇÕES 2010
Não seria provável que a existência de alguns candidatos brasileiros passasse despercebida pela imprensa mundial. Na semana passada a BBC internacional divulgou imagens dos candidatos mais “diferentes” do Brasil, chamando-os de “candidatos malucos”.
A matéria atenta para a frase de um deles, que não se limitou a exemplo do absurdo somente no Brasil: “Vocês sabem o que faz um deputado federal? Eu também não. Mas votem em mim que eu vou descobrir com vocês.” Outra observação divulgada pela BBC foi a candidatura da “mulher em formato de pera” pelo Partido Trabalhista Nacional, que se orgulha quando os eleitores dizem que preferem votar nela a votar nos políticos corruptos.
A agência de notícias internacional AFP também circulou matéria sobre a candidatura da mulher-fruta, de título “Transformando o sex appeal em votos nas eleições do Brasil”, dando ênfase para o forte apelo sexual contido em tal candidatura.
Já o Herald Tribune destacou as tentativas de esportistas aposentados conseguirem uma cadeira no Congresso Nacional: “Depois de longas carreiras no futebol, os dois ex-jogadores agora esperam usar o reconhecimento de seus nomes entre os eleitores brasileiros para se lançarem no meio político.”
É uma pena que o Brasil, cujo sistema democrático de governo vem se consolidando e servindo de exemplo para muitos outros países, tenha que ser mencionado ora como o país do ‘mensalão’, ora como o país dos “candidatos malucos” e/ ou oportunistas.
Por Maricy Ferrazzo
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
ELEIÇÕES

Com o início da propaganda eleitoral sendo divulgada em diversos veículos de comunicação, um triste retrato da situação política brasileira se repete. São os variados candidatos aos cargos de extrema importância e responsabilidade de nossa democracia que se apresentam como se toda a instituição democrática fosse, não a base sedimentar da coexistência justa e pacífica, mas um circo.
O momento da propaganda eleitoral é a exposição pública do comprometimento e dos ideais que o candidato pretende representar em nome do povo. Como pode ser aceitável que essa exposição não contenha nem o comprometimento, nem um mínimo conteúdo cidadão? Ao invés disso, depara-se com slogans que fazem troça do próprio Poder Legislativo, ironizando sua existência e, dessa forma, anulando a própria razão de ser do candidato.
A Constituição brasileira garante a liberdade de expressão, assim como também o direito à organização partidária, porém, não há coerência no uso desses direitos para depreciar exatamente a instituição que os garante. Porque as “brincadeiras” de alguns candidatos não estão criticando as políticas corrompidas atuais, mas aparecem a esmo, sem um conteúdo definido, ficando a piada pela piada.
Triste é constatar que há quem vote em tais candidatos. São brasileiros que desconhecem quão tortuosos foram os caminhos da humanidade até alcançarem o princípio democrático. Sem mencionar alguns países orientais, que ainda não permitem o voto, ou não o permitem a todos.
Antes todos tivessem o conhecimento de que nossa democracia é representativa, e nela o voto é o único momento amplo em que emana a vontade direta do povo. Antes todos tivessem a consciência de que os representantes eleitos serão um retrato de quem somos; e que esse retrato fosse de liberdade, mas não de loucura.
Por Maricy Ferrazzo

